Não dá mais para saber

Janeiro Branco, em Maceió, Alagoas (2017)

Quantos psicólogos, psicólogas, profissionais da saúde e até mesmo profissionais que não são da saúde se envolveram com o Janeiro Branco e desenvolveram ações – psicoeducativas, psicopreventivas – em nome da Saúde Mental das sociedades e dos indivíduos, no Brasil e no mundo, em 2017? Não dá mais para saber. A Campanha ganhou vida própria, tomou Janeiro como referencial e cresceu para além dos seus 31 dias.

Quantas pessoas, no Brasil e no mundo, em ruas e praças, em salas de espera, em salas de escolas, em salas de espera dentro de hospitais, pela primeira vez em suas vidas, por causa do Janeiro Branco, ouviram palestras, ouviram falar, ouviram debates, ouviram histórias, ouviram relatos, ouviram pessoas falando da mente, de comportamentos humanos, de sentimentos humanos à luz da psicoeducação, da psico-orientação, da psicoprevenção e do melhor entendimento de que somos humanos, todos humanos, emocionalmente humanos, psicologicamente humanos, irremediavelmente humanos? Não dá mais para saber. A Campanha ganhou vida própria, psicólogos(as) criaram grupos, profissionais da saúde que não são psicólogos(as) se integraram a psicólogos(as), organizaram eventos, saraus, workshops, rodas de conversa, debates, exposições, intervenções urbanas, caminhadas, panfletagem, festivais de música, festivais de dança, entrevistas, microfonaços, plantões virtuais, abraçaços – em Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho… Trata-se de um número que não dá mais para saber.

Quantas pessoas, sozinhas ou em grupos, sozinhas ou em duplas, sozinhas ou com os pais, professores, vizinhos, empregados ou patrões, por causa do Janeiro Branco, e por ele inspiradas, motivadas ou levadas, conseguiram se olhar, conseguiram se sentir, conseguiram perceber, conseguiram decidir que era hora de cuidar do que pensam, do que sentem, do que trazem em seus peitos, corações e sonhos? Não dá mais para saber. A Campanha ganhou vida própria, se espalhou pelo Brasil, conquistou quem reconhece a importância dos cuidados com as emoções e se tornou incalculável, imensurável, irreversível, irrefreável.

Não dá mais para saber em quantas cidades o Janeiro Branco já é lei, em quantas está prestes a se tornar, quantos grupos já estão se organizando para ações em 2018, quantas palestras ainda ocorrem mesmo o ano estando em Junho, Julho, Agosto ou Setembro, quantas vidas nós tocamos, quantas portas nós abrimos, quanta mídia sensibilizamos, quantas entrevistas concedemos, quantos espaços nos receberam, quantos mundos visitamos em seus infinitos particulares, nunca antes visitados, mas, agora, finalmente orientados a cuidarem de si mesmos.

Quantas pessoas nos ouviram em nossas incontáveis entrevistas que ainda se acumulam? Quantos lares visitamos, quantas almas conquistamos para a causa da Saúde Mental? Quantas dores minoramos ao falarmos sobre dores? Quantas dores evitamos ao falarmos sobre dores? Quantas luzes acendemos? Quantas vidas ajudamos? Quantas vidas ajudamos a quererem se ajudar? Quanto honramos as ciências que nasceram para os homens? Não dá mais para saber.

Não dá mais para saber quantos olhos nos olharam, quantas bocas nos falaram, quantas almas nos ouviram, quantos mãos nos ajudaram, quantas vozes nos contaram sobre as dúvidas que tinham, quantas lágrimas notamos, quantos braços abraçamos, quantas pernas caminharam junto às nossas próprias pernas, quantas portas nos abriram para não fecharem mais, quantos lábios nos sorriram, quantas vezes nos pediram para nunca nos calarmos, quantas vezes aplaudiram os insights que tiveram, quantas mentes se abriram, quantas terras nós aramos e sementes semeamos?

Não dá mais para saber. Não há quem possa dizer. E que venha 2018.

Leonardo Abrahão.

Janeiro Branco

O Projeto Janeiro Branco faz do mês de Janeiro um marco temporal estratégico para que todas as pessoas reflitam, debatam e planejem ações em prol da Saúde Mental e da Felicidade em suas vidas. Participe e ajude a divulgar nossa ideia!

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Campanha Janeiro Branco, uma Campanha totalmente dedicada a colocar os temas da Saúde Mental em máxima evidência no mundo em nome da prevenção e do combate ao adoecimento emocional da humanidade.
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